Hong Kong




Hong Kong é uma daquelas cidades míticas que qualquer viajante, mais ou menos interessado em paisagem urbana, deseja um dia visitar. E nós não éramos excepção! Além disso, era o nosso ponto final nesta aventura de milhares de quilómetros que começou em São Petersburgo em Abril passado (parece que já foi há tanto tempo!). Prometia... Mas a verdade é que Hong Kong não esteve à altura das expectativas! Para quem vem de uma viagem de três semanas por território chinês (ao contrário da maioria dos mochileiros que entram neste país precisamente por esta cidade), Hong Kong transmite à chegada uma sensação de China "artificial". Como explicar então a existência de uma espécie de Chinatown numa cidade que se diz chinesa mas em que o desenho das ruas é distintamente britânico?

Mesmo britânica, a organização das ruas e construções deixa muito a desejar. As ruas são muito estreitas, o tráfego flui com muita dificuldade e o sol não chega a bater nos estreitos passeios pois a altura dos edifícios não permite! A anos-luz de Pequim...

Além disso, para quem vem com ideia de fazer umas compritas, é melhor pensar duas vezes! Com a excepção dos omnipresentes relógios Rolex (contrafeitos, obviamente...), os preços das coisas (telemóveis, mp3, máquinas fotográficas, etc) não é assim tão mais baixo do que aquele praticado em Portugal... Pelo menos, nada que justifique uma ida a Hong Kong!


Claro que também houve aspectos positivos! Desde logo, avistamos o mar, algo que já não viamos há mais de mês e meio... O cheiro a maresia e o ar mais fresco (em comparação com o calor tórrido e húmido da zona de Yangshuo) foram uma agradável mudança. E a geografia de Hong Kong é muito bonita, com a cidade dividida entre continente e ilhas, com montes mesmo junto à água, fazendo lembrar o Rio de Janeiro (de acordo com as imagens de TV, uma vez que nunca lá estive). A ilha de Hong Kong, propriamente dita, é dominada (claro!) pelos famosos arranha-céus, uns mais antigos, outros modernos e ainda outros em construção. Acaba por ser essa a principal atracção da cidade: as vistas desta parte da cidade, tanto do porto de Vitória, como do topo da ilha (ao qual se chega no sistema de tram mais inclinado do mundo!) são simplesmente espectaculares. Na única noite que passamos na cidade, aproveitamos para ver o espectáculo de luzes e lasers "orquestrado" nas fachadas e topos dos edifícios mais emblemáticos. A mera visão dos edificios iluminados vale a pena... Deve ser um consumo doido de energia eléctrica, mas que é bonito... é!
Outro ponto de interesse na ilha, mas menos conhecido da maior parte dos turistas, é a parte sul, à qual se chega rapidamente de autocarro, atravessando um túnel, e que nos presenteia com um ambiente muito menos urbano, e cujas atracções são o porto de pesca, as enseadas e as praias. É só do outro lado da ilha, mas parece que estamos noutra cidade!

No último dia, demos ainda uma volta pelo "passeio das estrelas", na marginal, com direito a estátua de Bruce Lee e as mãos de Jackie Chan marcadas no cimento! Ao almoço, talvez para compensar o não termos dado um salto à antiga colónia portuguesa (imperdoável...), esclhemos o café Macau. Ao virmos embora de autocarro com direcção ao aeroporto internacional, tivemos ainda oportunidade de vislumbrar o porto de Hong Kong, um dos maiores e mais movimentados do mundo, e apreciar a bonita paisagem oferecida pelas diferentes ilhas. A cidade continua em expansão e o potencial de crescimento é enorme, algo que os chineses não deixarão concerteza de aproveitar!

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