Lago Baikal - Ilha de Olkhon








O lago Baikal constitui um marco para qualquer geógrafo. Este lago encerra um quinto da água doce, no estado líquido, do nosso planeta, sendo um dos maiores reservatórios deste precioso líquido. O lago apresenta uma profundidade máxima de 1652 m e mais de 600 km de comprimento.


Aquando da programação da nossa visita ao Baikal estávamos longe de imaginar o paraíso que esta mancha de água ostenta. Resolvemos observar o lago de várias perspectivas e começámos pela ilha Olkhon. Pelo caminho encontramos o primeiro português desta nossa viagem. Chama-se Tiago, é de Coimbra, e está a viajar há 8 meses! Já tínhamos saudades da nossa velha língua! 

Atravessamos uma extensa área da Sibéria e depois de 8 horas de viagem, várias avarias no autocarro, uma travessia de ferry e o uso (brilhante) do nosso russo, chegamos a Khuzhir, a capital da ilha. Não sei precisar se se trata, aparentemente, de uma cidade abandonada ou bombardeada! 

No entanto, não nos podemos deixar influenciar por uma primeira impressão. Rumamos ao nosso hostel, Nikkitas, o mítico lugar onde todos os backpackers se dirigem. Mitologias à parte, o hostel era perfeitamente dispensável porque o paraíso é mesmo a ilha e o lago. Experimentamos Olmul, o peixe típico do lago e a comida siberiana.


A ilha de Olkhon surpreende pela beleza das suas águas transparentes e cristalinas, dignas das praias tropicais de areia de coral. Os cabos e enseadas sucedem-se em recantos fantásticos e as árvores ostentam bandeiras da cultura shamanica.

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