TRANSMONGOL - PARTE 2

Começa agora uma nova etapa do Transmongol. Estamos a 3 meses de partir e chegou o momento de resolver várias questões práticas. Necessitamos, novamente, de um visto para a Rússia. vamos tentar a mesma agência de viagens (Abreu) que nos tratou dos vistos para as férias da Páscoa. Pagamos 160€ por pessoa mas o visto ficou pronto no tempo previsto. Provavelmente, iremos recorrer ao mesmo serviço porque a embaixada russa exige-nos um seguro especifico, um convite da Rússia, as reservas de avião e dos hotéis e o pagamento do visto. Obviamente, este pedido implica que tenhamos que nos deslocar a Lisboa. Teremos que fazer bem as contas porque, provavelmente, volta a compensar tirar o visto pela agência no Porto.
O visto para a China parece ser o mais fácil de obter. Temos que ir à embaixada chinesa com o impresso devidamente preenchido, uma declaração da entidade patronal comprovativa de que estamos empregados e as reservas do hostel e do avião. Para além disso os 35€. Temos, no entanto, de ter o cuidado de tirar o visto para a China sem demasiada antecedência. Entre o dia em que se tira o visto e a data de ínicio não pode haver uma "janela" superior a 60 dias.
O visto da Mongólia é o mais complicado. A embaixada mongol não existe em Portugal. Quem trata dos vistos é a embaixada em França. Teremos que enviar uma série de documentos por carta registada para França. Nestes documentos inclui-se o passaporte. Exigem também as reservas de vôos e hotéis. É claro que, como vamos atravessar a Mongólia de comboio, não temos reservas de vôos. Isto parece ser um problema. Entretanto, descobrimos que no site www.realrussia.com tratam do visto para a Mongólia, aparentemente sem serem necessárias reservas. Vamos tentar.
É através desse site (essencial e recomendado para quem deseja programar o transiberiano) que nós iremos fazer as nossas reservas dos comboios. Eles tratam da reserva e da compra dos bilhetes de comboio na Rússia, na Mongólia e na China. Depois, entregam-nos os bilhetes no hostel de Moscovo. A nossa jornada de Moscovo a Irkusk, de Irkusk a Ulan Batar e de Ulan Batar a Pequim, sempre em segunda classe, fica por 520£ por pessoa.
Outra preocupação é os vôos. Parece estar tudo encaminhado. Vamos voar para Madrid e a partir daí para Moscovo. Depois vamos regressar de Hong Kong também por Madrid. Os vôos parecem ficar em conta. Da previsão que temos efectuado na internet ficam, aproximadamente, por 650€.
Sendo assim, ainda não saimos de casa e as contas devem chegar aos 1500€. E, para além do dinheiro que se gasta, temos também o trabalho. É muito burocrática e trabalhosa a preparação desta jornada transmongoliana.
Alguns dias depois...
Já temos os bilhetes de avião. Vamos voar na Ryanair do Porto para Madrid e depois na Alitalia de Madrid para Moscovo, com escala em Roma. No regresso, viremos de Hong Kong para o Madrid e faremos escala no Quatar. Depois das reservas electrónicas do avião estarem adquiridas, fizemos duas reservas nos hostels russos. Reservamos o hostel, em Moscovo e o Baikaler, em Irkutsk. Na ilha Olkhon tentamos ficar no Nikkitas Guesthouse mas, aparentemente, já está completo. Sendo assim, vamos ficar alojados na casa de uma familia que é vizinha. Só em Litsvyanca é que não temos reserva. A parte russa da viagem está bem delineada e preparada. Já temos reservas do comboio transmongol para a três etapas até Pequim. Fizemo-las no site www.realrussia.com.

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