Um passeio pelos museus de Moscovo

Um dos atractivos das grandes cidades e que sao grandes repositorios de arte, antiga e contemporanea. Desde que viajamos juntos, eu e a Carla nao deixamos escapar a oportunidade de apreciar algo do que de melhor uma grande cidade tem a oferecer no que respeita a artistas nacionais e estrangeiros. Sao Petersburgo e Moscovo nao foram, claro, excepcao. Nesta ultima, as grandes atraccoes sao o Museu Pushkin de Belas-Artes e a Galeria Tertyakov.
A Galeria tem uma coleccao impressionante de arte russa, nao so pintura, mas tambem gravuras, porcelana e icones, uma area em que a igreja ortodoxa russa (herdeira de Bizancio) se distingue das demais.

Quanto ao primeiro, nao fomos visitar o Museu Pushkin propriamente dito, mas sim o edificio ao lado (com um nome que nao me lembro) pois e aqui que estao expostas as obras impressionistas de pintores, maioritariamente europeus, do sec. XIX. E era ai que estava a principal razao da minha visita...
A verdade e que sou um fa incondicional de Van Gogh e da sua pintura, especialmente dos seus ultimos 4 anos de vida. Desde que fiz o inter-rail com a Carla que "persigo" quadros de Van Gogh pelas grandes cidades europeias. Tive assim o privilegio de poder ver "in loco" aqueles quadros que tanto admirei em livros. Um quadro de Van Gogh ao vivo tem diferentes texturas, varias camadas de tintas sobrepostas e uma profusao de cores, algo que uma ilustracao numa folha de papel nao consegue transmitir. Se Rembrandt foi o mestre da luz, sem duvida que Van Gogh foi o mestre da cor. E aqui, em Moscovo, sabia que estava exposto um dos meus quadros preferidos, intitulado "As vinhas vermelhas". Nao eram permitidas fotos, mas nos la conseguimos qualquer coisa... E, mesmo numa foto de qualidade duvidosa, e possivel constatar o genio (ainda que, quando vivo, incompreendido) deste pintor. Ate a proxima, Vincent!...

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