Em trânsito

O dia foi de arronba. Saimos às oito horas da manhã do nosso hostel e demoramos mais de uma hora a chegar ao aeroporto de Barajas. Recolhemos as malas e aguardamos pelo check-in. À medida que a hora do voo se aproximava era evidente que iamos para a Russia. As beldades do Matrioskhi comecavam a surgir. Fizemos tudo direito mas não conseguimos tirar os bilhetes directos para San Petersburgo. Vamos ter que fazer outra vez o check-in em Moscovo. Partimos. O voo demora 5 horas mas com mais duas de mudanca horária perdemos o dia todo na viagem. Em Moscovo o aeroporto parece saido de um filme de gansters. Rescaldos da ex-URSS. Saimos no terminal 2, que afinal era o mais moderno. O voo de ligacão para San Petersburgo é do terminal 1, que se situa a 6km. Aqui comecou a barreira linguistica. Com muitos gestos lá descobrimos que havia um shuttle bus que faz a ligacão entre os dois terminais. Tentamos apanhar. Os taxistas tentaram demover-nos (e tal como na India diziam-nos que já não havia autocarro, etc). Felizmente já temos vacinas contra estas estratégias e deixamo-nos ficar por lá. Esperamos cerca de 30 minutos e ele lá apareceu. Deixamos para trás o terminal 2 e o Rui fez o mesmo com o guia da Lonely Planet! A biblia! Isto viria a ser um problema!
Neva em Moscovo. Que recepcao! Quando chegamos ao terminal 1 percebemos que a verdadeira Russia em estado de sítio era lá! O aeroporto destina-se a voos domésticos e parece um filme de máfia Russa. Toda a gente tem um ar suspeito. Voam connosco a equipa olimpica feminina de aro da Russia e uma equipa masculina de algo que não percebi. Ao nosso lado, no avião, está sentado um rapaz (tremendo gato!) de San Petersburgo que trabalha numa empresa de cereais e está a regressar do Egipto. O Rui veio o caminho todo a conversar com ele. Já conhecia Portugal pois trabalhou num barco de cruzeiros e esteve no Porto e em Lisboa. O nosso novo amigo russo era super-simpático e quando chegamos ao nosso destino arranjou-nos um táxi. Despedimo-nos e seguimos para o nosso hostel. Eram 1.30 a.m. quando o taxista parou em Nevsky Prospekt 106. A entrada para o nosso hostel é um quelho (muito mal amanhado). Tivemos dificuldades em descortiná-lo em cirilico mas um chinés lá nos ajudou. Subimos cinco andares (carregadissimos). O hostel é muito cool. O nosso quarto parece um forninho. Temos chamadas internacionais grátis, internet, cozinha, etc. É um mimo.

Etiquetas: