Cruzar a Europa e a Ásia a bordo do Transmongol
Em busca de um lugar no planeta...
Domingo, 3 de Julho de 2011
Terça-feira, 8 de Setembro de 2009
Hong Kong



Hong Kong é uma daquelas cidades míticas que qualquer viajante, mais ou menos interessado em paisagem urbana, deseja um dia visitar. E nós não éramos excepção! Além disso, era o nosso ponto final nesta aventura de milhares de quilómetros que começou em São Petersburgo em Abril passado (parece que já foi há tanto tempo!). Prometia... Mas a verdade é que Hong Kong não esteve à altura das expectativas! Para quem vem de uma viagem de três semanas por território chinês (ao contrário da maioria dos mochileiros que entram neste país precisamente por esta cidade), Hong Kong transmite à chegada uma sensação de China "artificial". Como explicar então a existência de uma espécie de Chinatown numa cidade que se diz chinesa mas em que o desenho das ruas é distintamente britânico?








Mesmo britânica, a organização das ruas e construções deixa muito a desejar. As ruas são muito estreitas, o tráfego flui com muita dificuldade e o sol não chega a bater nos estreitos passeios pois a altura dos edifícios não permite! A anos-luz de Pequim...



Além disso, para quem vem com ideia de fazer umas compritas, é melhor pensar duas vezes! Com a excepção dos omnipresentes relógios Rolex (contrafeitos, obviamente...), os preços das coisas (telemóveis, mp3, máquinas fotográficas, etc) não é assim tão mais baixo do que aquele praticado em Portugal... Pelo menos, nada que justifique uma ida a Hong Kong!


Claro que também houve aspectos positivos! Desde logo, avistamos o mar, algo que já não viamos há mais de mês e meio... O cheiro a maresia e o ar mais fresco (em comparação com o calor tórrido e húmido da zona de Yangshuo) foram uma agradável mudança. E a geografia de Hong Kong é muito bonita, com a cidade dividida entre continente e ilhas, com montes mesmo junto à água, fazendo lembrar o Rio de Janeiro (de acordo com as imagens de TV, uma vez que nunca lá estive). A ilha de Hong Kong, propriamente dita, é dominada (claro!) pelos famosos arranha-céus, uns mais antigos, outros modernos e ainda outros em construção. Acaba por ser essa a principal atracção da cidade: as vistas desta parte da cidade, tanto do porto de Vitória, como do topo da ilha (ao qual se chega no sistema de tram mais inclinado do mundo!) são simplesmente espectaculares. Na única noite que passamos na cidade, aproveitamos para ver o espectáculo de luzes e lasers "orquestrado" nas fachadas e topos dos edifícios mais emblemáticos. A mera visão dos edificios iluminados vale a pena... Deve ser um consumo doido de energia eléctrica, mas que é bonito... é! 



Outro ponto de interesse na ilha, mas menos conhecido da maior parte dos turistas, é a parte sul, à qual se chega rapidamente de autocarro, atravessando um túnel, e que nos presenteia com um ambiente muito menos urbano, e cujas atracções são o porto de pesca, as enseadas e as praias. É só do outro lado da ilha, mas parece que estamos noutra cidade! 

No último dia, demos ainda uma volta pelo "passeio das estrelas", na marginal, com direito a estátua de Bruce Lee e as mãos de Jackie Chan marcadas no cimento! Ao almoço, talvez para compensar o não termos dado um salto à antiga colónia portuguesa (imperdoável...), esclhemos o café Macau. Ao virmos embora de autocarro com direcção ao aeroporto internacional, tivemos ainda oportunidade de vislumbrar o porto de Hong Kong, um dos maiores e mais movimentados do mundo, e apreciar a bonita paisagem oferecida pelas diferentes ilhas. A cidade continua em expansão e o potencial de crescimento é enorme, algo que os chineses não deixarão concerteza de aproveitar! 







Yangshuo
1ºDia:


Water Caves - A gruta da água:
A gruta da água é um dos locais mais emblemáticos das imediações de Yangshuo. A entrada na gruta é feita por barco. Temos que nos baixar para conseguir passar e "penetrar" nas entranhas da Terra! 


O barco encosta poucos metros à frente e... agora temos que ir a pé, de lanterna na mão, percorrendo compridas escadas de bambu, subindo trilhos e saltitando rios subterrâneos.









A gruta da água é um dos locais mais emblemáticos das imediações de Yangshuo. A entrada na gruta é feita por barco. Temos que nos baixar para conseguir passar e "penetrar" nas entranhas da Terra! 

O barco encosta poucos metros à frente e... agora temos que ir a pé, de lanterna na mão, percorrendo compridas escadas de bambu, subindo trilhos e saltitando rios subterrâneos.









Um dos ex-libris da gruta da água é o banho de lama. Uma piscina repleta de água enlameada faz as delícias dos mais corajosos...
No interior da gruta existem algumas piscinas naturais com água quente proveniente de umas nascentes termais. Mais uma vez... não consegui resistir! 
No interior da gruta existem algumas piscinas naturais com água quente proveniente de umas nascentes termais. Mais uma vez... não consegui resistir! 
Depois do banho nas nascentes quentes no interior da gruta regressamos ao nosso passeio.

Monte da Lua:
O monte da lua, Yueling Shan, é um arco calcário mais emblemático desta região. Quando decidimos subi-lo estavamos longe de imaginar que os seus degraus íngremes se prolongavam por... meia hora! Foi esgotante porque estava muito calor e era hora de almoço. A floresta de bambu permite alguma sombra durante a subida. Uma vez lá em cima, a vista é deslumbrante!


De bicicleta em Yangshuo:
Do Monte da Lua regressamos a Yangshuo e posteriormente ao Giglim Tree. Nas margens do rio Li as jangadas de bambu são um encanto e toda a paisagem é avassaladora.























2º Dia:

As paisagens idilicas do rio Li são mundialmente conhecidas, nomeadamente a área que circunda Guilin. Mas, a povoação de Yangshuo, e o rio Yungong, menos procurados em termos turísticos apresentam paisagens tão ou mais bonitas. Pináculos de calcário sucedem-se uns aos outros rodeados de centenas de campos de arroz.

O cultivo do arroz processa-se em várias etapas. As sementes são criadas em tabuleiros especiais e após 40 dias são transportadas para os arrozais onde são plantadas. Este trabalho árduo é, normalmente efectuado manualmente e os agricultores plantam os rebentos um a um. Os campos permanecem alagados durante a fase de maturação do arroz e antes da colheita são drenados. Só posteriormente, as plantas são cortadas. De seguida, o arroz é estendido ao sol para secar, ficando apenas os grãos. No final do processo há que escolher os grãos e estes são peneirados. O vento leva a palha e os grãos secos separam-se das cascas. 



Monte da Lua:
O monte da lua, Yueling Shan, é um arco calcário mais emblemático desta região. Quando decidimos subi-lo estavamos longe de imaginar que os seus degraus íngremes se prolongavam por... meia hora! Foi esgotante porque estava muito calor e era hora de almoço. A floresta de bambu permite alguma sombra durante a subida. Uma vez lá em cima, a vista é deslumbrante!


De bicicleta em Yangshuo:
Do Monte da Lua regressamos a Yangshuo e posteriormente ao Giglim Tree. Nas margens do rio Li as jangadas de bambu são um encanto e toda a paisagem é avassaladora.




A povoação de Yangshuo começou por ser o local onde terminava o cruzeiro do rio Li, mas depressa se tornou um destino turístico autónomo. Está rodeada de majestosos picos cársicos e grutas, e o centro da cidade transformou-se num aglomerado de lojas, restaurantes e hóteis que tentam fazer face à crescente procura turística.




Passeio de balão:
Uma das formas mais maravilhosas de contemplar a superfície da terra é do ar! E... assim foi! Resolvemos terminar o dia com um passeio de balão sobre o carso chinês. E... palavras para quê? As imagens falam por si.











2º Dia:
Passeio de bicicleta no rio Yulong:
No segundo dia em Yangshuo, decidimos alugar bicicletas e fazer um dos trilhos mais bonitos do mundo, de acordo com o guia da Lonely Planet. Saímos do Giglim Tree e acompanhamos o rio yungong, um afluente da margem direita do rio Li.

O cultivo do arroz processa-se em várias etapas. As sementes são criadas em tabuleiros especiais e após 40 dias são transportadas para os arrozais onde são plantadas. Este trabalho árduo é, normalmente efectuado manualmente e os agricultores plantam os rebentos um a um. Os campos permanecem alagados durante a fase de maturação do arroz e antes da colheita são drenados. Só posteriormente, as plantas são cortadas. De seguida, o arroz é estendido ao sol para secar, ficando apenas os grãos. No final do processo há que escolher os grãos e estes são peneirados. O vento leva a palha e os grãos secos separam-se das cascas. 


O arroz é extremamente importante na alimentação chinesa. Serve para fazer farinha que depois é utilizada nos noodles, no vinho de arroz, etc. Mas, este cereal tem muitas mais aplicações. Na dinastia Ming, uma argamassa feita de arroz glutinoso foi utilizada na construção da grande muralha. As folhas e palha do arroz são transformadas em pasta de papel e servem para a produção de papel branco, muito utilizado para pinturas e papagaios. As próprias cascas de arroz são utilizadas como fertilizante, material para embalar ou para alimentar os animais. 

Nas margens do Yulong, os pescadores seguem o seu ritmo de vida diário. Lançam as redes, pescam com corvos-marinhos e seguem a vida ao ritmo do sol.

Mas, o rio não dá às populações só o peixe. Muitos trabalhadores extraem algas para utilizar como fertilizante agrícola ou para fazer frente às necessidades alimentares de uma população crescente. As algas são muito comuns na gastronomia do sul da china.

O nosso percurso de bicicleta foi fantástico. Pudemos ver uma China rural, que até aqui ainda não tinhamos tido oportunidade de conhecer. Pedalamos entre campos de arroz, atravessamos riachos e pontes, caminhamos com a bicicleta pela mão em trilhos praticamente intransponíveis.



Duas horas depois de nos termos lançado à estrada alcançavamos a ponte do dragão, um exemplar da arquitectura medieval, próximo da povoação de Baisha. Foi neste local paradísiaco que paramos para almoçar e eu aproveitei para dar um mergulho e nadar. A temperatura deve rondar os 40ºC e a humidade é muito elevada. O ar está sempre "pesado" e o calor é dificil de suportar. Um mergulho num local como este é uma dádiva dos deuses.


Depois do almoço pegamos na bicicleta e atravessamos para a margem direita do rio. Desta vez, descemos o rio em direcção a Yangshuo. 


Mas, eis que a estrada acaba! Temos que pagar a um pescador para nos atravessar na sua jangada de bambu para a outra margem. Daí, regressamos ao hostel.


Nas margens do Yulong, os pescadores seguem o seu ritmo de vida diário. Lançam as redes, pescam com corvos-marinhos e seguem a vida ao ritmo do sol.
Mas, o rio não dá às populações só o peixe. Muitos trabalhadores extraem algas para utilizar como fertilizante agrícola ou para fazer frente às necessidades alimentares de uma população crescente. As algas são muito comuns na gastronomia do sul da china.
O nosso percurso de bicicleta foi fantástico. Pudemos ver uma China rural, que até aqui ainda não tinhamos tido oportunidade de conhecer. Pedalamos entre campos de arroz, atravessamos riachos e pontes, caminhamos com a bicicleta pela mão em trilhos praticamente intransponíveis.


Duas horas depois de nos termos lançado à estrada alcançavamos a ponte do dragão, um exemplar da arquitectura medieval, próximo da povoação de Baisha. Foi neste local paradísiaco que paramos para almoçar e eu aproveitei para dar um mergulho e nadar. A temperatura deve rondar os 40ºC e a humidade é muito elevada. O ar está sempre "pesado" e o calor é dificil de suportar. Um mergulho num local como este é uma dádiva dos deuses.


Depois do almoço pegamos na bicicleta e atravessamos para a margem direita do rio. Desta vez, descemos o rio em direcção a Yangshuo. 


Mas, eis que a estrada acaba! Temos que pagar a um pescador para nos atravessar na sua jangada de bambu para a outra margem. Daí, regressamos ao hostel.Ao fim do dia regressamos à cidade de Yangshuo. De mochilas às costas dirigimo-nos à estação de autocarros. Deixamos tudo guardado e fomos explorar a povoação.
Começamos pelo mercado local onde se vende de tudo um pouco. No entanto, apesar de surpreendidos pelos sapos, cobras e insectos expostos, foram os cães que mais me chocaram. 

Os chineses do sul do país incluem na sua gastronomia carne de cão e no mercado expõem-se pedaços deste animal (já cozinhado) para venda. Dentro de jaulas estão dezenas de cães presos à espera da sua vez para serem mortos e entrarem no forno. É horrível. Eu percebo que os chineses tivessem necessidade de alimentar uma população enorme. Compreendo que tenham inserido na sua dieta vários animais e todas as partes dos animais, mas o cão... É um animal doméstico!!
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